<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039</id><updated>2012-01-14T21:15:35.592-01:00</updated><category term='tentativa de fazer algo de terror'/><category term='Não tem um sentido'/><category term='falta de criatividade'/><category term='trip'/><category term='Não tem sentido'/><title type='text'>Destes?!.. Como eu ao pequeno almoço</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pedro Durão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02077440126863559416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>42</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-2497470129946605562</id><published>2011-05-04T01:38:00.001Z</published><updated>2011-05-04T01:53:24.805Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trip'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Um embrião de larvas que nos desloca a mente". Não tenho direito a raciocinar vai para semana e meia. Porquê? Não consigo explicar caro leitor, é mesmo disso que se trata. Penso em árvores às vezes, outras vezes chego a pensar em facas bem afiadas. O resultado é sempre o mesmo: nulidade. Sempre tive a mente em grande consideração, embora ela nunca desse grande coisa por e para mim. Sem ressentimentos. A minha parece fugir de mim cada vez com mais velocidade, tenho medo de não a conseguir apanhar de vez. Ao que aparenta, sou aficcionado por insectos (coisas lá da psicologia). Eles são a minha forma disfarçada de ver o mundo. Animais (eu não os considerava como tal) sem ossos, maioritariamente esverdeados ou escuros que voam e fazem "zzz" ou uma onomatopeia qualquer parecida. Não gosto deles, mas segundo uma doutora qualquer, de canudo afixado numa parede bêge, sou fã. Adoro os bichos. Quem terá razão agora? O que será, aliás, a razão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo esta fantástica doutora da razão, tenho também grandes dificuldades em discernir a realidade da não-realidade. E é aqui que chego ao que quero. O que é, de facto, a realidade? São as pedras, as grades, as casas, os cães, os portões, os senhores Zé, as passadeiras, as dores, os passos? É isso a realidade? Por favor, nem tu, nem eu, nem o senhor Zé fazemos a mais pequena ideia do que é a realidade. Porque ela não existe leitor! A realidade é uma ficção generalizada, para dar menos trabalho. É um corporativismo criado desde sempre para nos adaptar-mos uns aos outros como se de iguais nos tratássemos. Duas coisas: não somos iguais, nem queremos ser. Podemos ter aspectos em comum, como ter unhas ou gostar do som de violinos. Mas somos tão ou mais diferentes do que eu próprio e um cão. Ou se calhar não, até somos perfeitamente simétricos e homogéneos. O que é que eu sei disto afinal? Zero, nada, nulidade. Esta é a realidade (pelo menos a minha), nós não fazemos a miníma idéia do que somos, do que queremos e até do que fazemos. Vamos sendo o que nos convém, ou o que nos parece melhor. Vamos querendo o que os outros querem, porque temos de competir. E vamos fazendo por não desiludir a imagem que temos do ideal. Que não é ideal nenhum, porque nunca se atinge, e nem sequer nos deixa felizes. É esta a nossa concepção de existência, uma obsessão aqui e ali, uma conversa sobre o que lemos no jornal, roupa de algodão porque é "tão confortável", copiar o que alguém já copiou de alguém que já copiou de alguém que já copiou de alguém porque assim é que funciona, com o intuito de ficarmos "realizados". A realização é seguidora da realidade. Não a há.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-2497470129946605562?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/2497470129946605562/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=2497470129946605562' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/2497470129946605562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/2497470129946605562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2011/05/um-embriao-de-larvas-que-nos-desloca.html' title=''/><author><name>Pedro Durão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02077440126863559416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-4113450813830609529</id><published>2011-03-06T02:28:00.022-01:00</published><updated>2012-01-14T21:15:35.614-01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tentativa de fazer algo de terror'/><title type='text'>De quem é esta mão fria?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Se eu vos pudesse avisar de algo como meu último desejo, mas estou presa e os meus olhos estão em sangue, a minha laringe muda de seca diria para confiarem no primeiro medo cobarde de instinto.&lt;br /&gt;Deixei cair os sacos no supermercado, o senhor entediou-me com a sua conversa sobre se eu não era a filhinha dum outro qualquer, eu disse que não, não,  ele estava a confundir, e agradeci a sua gentileza de cavalheiro nos seus quarenta em me ajudar com as compras. A pele do meu pescoço arrepiava-se com o frio desta noite de inverno, e ele, que continuava a andar ao meu passo, reparou nisso com um sorriso que me pareceu de escárnio, superioridade, diversão. Sim, estou cheia de frio, contei ao Sr.Normal, enquanto a minha pele de galinha se alastrava paralelamente ao meu sentimento de ser a boba, ele o rei, e nós os dois os únicos seres no parque de estacionamento. Já íamos longe no passeio quando me puxou pelo rabo de cavalo para o a bagageira do jipe dele, que já me esperava. Gritei como podia para me largar, e dois rapazes que estavam a sair lá ao fundo pararam a olhar para mim, a conversa deles foi&lt;br /&gt;olha a gaja a ser puxada,&lt;br /&gt;devíamos ir lá?,&lt;br /&gt;e o meu raptor disse-lhes bem alto Está tudo bem, é minha irmã, está a fazer birrinha, e com o seu sorriso agora riso nervosinho mal contido fechou a porta em mim, bateu rapidamente com a minha cara no porta-bagagens umas cinco vezes em dois segundos até eu ficar quase inconsciente e a cara em polpa de cara e arrancou para o meu lugar nesta vida. Lembro-me de pararmos num semáforo e reparar em dois pássaros, um a voar freneticamente e outro a tentar desesperadamente. Uma menina com os seus cinco anos aproximou-se, olhou para o pássaro e disse Que pássaro lindo, és um pássaro lindo. Antes do carro arrancar vejo a rapariga esmagá-lo repetidamente até ficarem só pedaços, a tapá-lo pragmaticamente com terra e a correr para a multidão como se nada fosse. Antes de tudo acabar pensei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas destas é que existem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******************************************************&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;É melhor olhares rapidamente quando ouves aquele estalido suspeito que pensas ser da casa. Digo-te que foi também o que ela pensou, e embora logicamente olhar não salve nem um nem outro, ao menos aproveitas o presságio. Ela, por exemplo, quando olhou viu as velhas e longínquas luzes laranja na janela negra, e descartou-as como sendo pirilampos, até à noite em que descobriu as minhas beatas nesse lugar em vez das bolinhas que brincavam com as suas noites antes de adormecer.&lt;br /&gt;Senti a sua respiração lenta, tremida. Foi lá, apanhou uma e saltou que nem um pirilampo verdadeiro quando a cumprimentei ao ouvido esquerdo com o meu famoso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;boa noite, cabrita favorita.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;E o telemóvel caiu, e tive que o apanhar, ela gemeu e tive que a calar, e tudo isto quando só tenho duas mãos e um taco e um lenço e ela sem se acalmar até a apertar com mais força. E tive de telefonar ao "Pai" na sua lista de contactos e com tristeza dizer-lhe Diga para ela não me obrigar a fazê-lo, eu não quero fazê-lo, e ele ouviu a voz dela a chorar de maneira ridícula por favor, senhor, não me magoe, e depois chorou também de maneira ridícula, desliguei. Já tinham passado dez anos desde a voltinha de carro, não sei se me reconhecia, mas ainda a consegui assustar. E agora com vinte e um ela estava mais senhora para mim. Juntei o cartão dela à das outras treze cabritas. Agora estou sem tempo, mas deixo-vos um recado:  os pressentimentos, os receios, os olhos na estrada escura, todos eles contam a verdade que só tem valor quando a ignoras. Mas só sabe isto quem já não pode falar, além de mim, claro.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-4113450813830609529?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/4113450813830609529/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=4113450813830609529' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/4113450813830609529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/4113450813830609529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2011/03/de-quem-e-esta-mao-fria.html' title='De quem é esta mão fria?'/><author><name>nº2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14902572283783490587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_on2XmUZYRZU/SxBQ26FnEWI/AAAAAAAAABU/OUCI74JOYyE/S220/c33_20163443.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-6461235841493065083</id><published>2010-10-21T01:52:00.003Z</published><updated>2010-10-21T01:58:47.391Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>O senhor Aniceto da portaria vestia-se sempre de castanho, em vários tons – “porque é uma cor que não compromete” – ostentava apenas um doirado Rolex, talvez falseado, no pulso direito – “sou acordeonista, na esquerda nem pulseira” – era manco da direita, nunca lhe perguntei porquê. Gostava de imaginá-lo no seu castanho a tornar-se um coxo sempre por causa de uma história diferente. Um dia imaginava-o no ultramar a ser alvo de catanas, no outro era um acidente de automóvel aparatoso, às vezes num jogo da bola.  Tinha um belo bigode farfalhudo, um moustache de super Mário, e também ele fazia biscates de canalização, quando o orçamento assim o apertava. Encontrava-o sempre às dez, na bica e no engate – “desde que morreu a minha esposa (deus a guarde) que estou um bonitão, elas não me largam” – de facto não o largavam, porque nunca o chegaram a agarrar. Tinha particular preferência pela faixa etária dos 12 aos 16 – “esse Carlos Cruz devia ser abalroado por um camião, a violar meninos pequenitos, rapazes!” - apercebia-se da ironia no meu olhar – “filho, uma mulher quando é bonita é bonita, tenha ela 10 ou 60 anos. Repara na minha esposa (deus a guarde) ” – enquanto retirava uma foto tamanho passe da carteira, uma idosa maquilhada até ao crânio de cabelo loiro-branco apanhado com ganchos de capitão e brincos de pérola dos trezentos escudos – “ainda bem que ela morreu, agora é que ’tou pronto p’rás curvas. Ela também sofria muito” – perguntei de que sofria a sua mulher (deus a guarde) – “ tinha um problema chamado Aniceto, teve de morrer para se ver livre dele” – Entre risos e tossidelas. Era este o humor do senhor Aniceto. Um humor castanho como a sua roupa. As senhoras de idade gostavam de dizer que ele punha raticida no chá da esposa, gostavam de dizer que ele era um cabrão. Ele para mim nunca foi cabrão, mas às vezes também eu o gostava de dizer. Sabe bem. A casa do senhor Aniceto ficava ao pé do cemitério – “é da maneira que mando as flores pela janela, não gosto de entrar nesses sítios, anda aí tanta bruxa” – a meu ver o Aniceto nunca sofreu com o coração, era superior a isso, ou então, também o coração dele era coxo e não conseguia sofrer. Onde estou agora, ele é a figura principal, só se fala nele. Um suposto grande amigo dele, envergando um uniforme de trapo diz – “ficou coxo por teimosia, dizia que partia um pilar com o pé” – Nunca tinha imaginado esta, mas realmente encaixa no senhor Aniceto, com aquele sorriso de bonitão escondido por detrás do bigode negro, que contrastava com o seu cabelo de um cinzento bem esclarecido. Estou de frente para ele, ele veste preto(estranho), um fato. O seu Rolex continua lá e o bigode deve ter desaparecido para dentro da sua boca cujos lábios secaram  .Vejo as velhotas que lhe chamam cabrão a competir pela melhor pose de idosa triste-choramingona. Atrás dele presumo que sejam amigos do acordeão pois tem todos relógios na mão direita. Pegam todos no caixão com a mão esquerda (para poderem ver as horas com a outra mão, deduzo) e seguem caminho, nem choram. Vão direito ao cemitério ao lado de sua casa. (Eu prometo que vou à sua janela mandar algumas flores). Consigo ler “aqui jaz Aniceto Borges Coitão, marido exemplar, amigo incansável, homem de valores”. Deus o guarde então.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-6461235841493065083?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/6461235841493065083/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=6461235841493065083' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/6461235841493065083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/6461235841493065083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2010/10/o-senhor-aniceto-da-portaria-vestia-se.html' title=''/><author><name>Pedro Durão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02077440126863559416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-5856068831960938078</id><published>2010-06-28T04:03:00.003Z</published><updated>2010-07-05T19:34:23.627Z</updated><title type='text'>Já agora</title><content type='html'>Realizo agora que só há pouco aprendi a ler e a ouvir. Afigura-se-me que nada do que li e ouvi até há um mês bateu. E agora começa a bater tudo da mesma vez só, injusto para mim. Tem tudo que ver com o “estado de espírito”, estado esse que tem estado em fraco estado (eu e as homónimas). Então, as palavras subconsciencializadas aparecem todas agora, como que a fazer chalaça de mim, e eu que nem riposto – “ouve o que te digo” – eu nem fazia caso – “a sério, tu vais dar por ti a chorar” – eu que nem sou de merdas dessas. Toda a minha organização mental, que julgava ser segura e coerente aparece-me agora na forma de ranho, húmus e pingos de sangue. É isso que cuspo. E toda a gente sabe que tu és o que cospes. Às vezes lembro-me do carteiro. Mesmo que a carta não fosse registada pelas finanças ou alguma instituição desse carisma, ele tocava sempre na campainha, porque sabia que inevitavelmente eu o convidaria – “não quer uma cerveja? Veio aqui até ao fim do mundo entregar o correio” – ao início recusava, tímido, depois começamos a ficar amigos, aquele tipo de amigos que duram uma cerveja – “Sabes puto, a minha mulher bazou p’rá França com o meu miúdo e com um filho da puta qualquer, nunca mais chegou a dizer nada” – tinha pouco mais que trinta anos e já carregava em si muitos clichés da vivência social humana – “ Agente ‘tavamos juntos mais por causa do garoto, que aquilo era muita foda por fora, mas eu sempre amei a minha querida, disso não duvides ” – e ia-se embora com mais umas quantas entregas certo de que eu não duvidava do amor dele pela sua querida. O carteiro foi dos primeiros a avisar-me do que era o mundo, mas só comecei a prestar atenção há um mês. O que será feito dele? Terá ido ter com a sua querida à França? Continuará a tocar à campainha à espera de uma cerveja a meio da manhã? Eu tento pintar várias vezes a cara dele na minha mente, o máximo que consigo é obter um pequeno lamiré de farda e barba grisalha numa moto dos CTT. É uma coisa estranha a memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte do mundo perde a vida a pensar nela. Não no sentido de morrer. Perder é um verbo curioso, está demasiado associado a lugares e lugarejos, precisa sempre de ser complementado ou completado para fazer sentido. Não faz farinha comigo. Eu nunca perdi. Nunca perdi porque nunca ganhei. Hoje já compreendo um por cento do que me foi dito e do que li em tempos. Dantes pensava que tinha percebido tudo, mania. Estou até na posição de confessar que estes escritos são bem mais importantes para mim do que para quem os lê, acredito até que nem entendam o que quero dizer na grande maioria das vezes. Acabam por os associar a vivências vossas com as quais nem estejam assim tão confortáveis, e por meio pintelho de palavras ficam com a sensação de corporativismo facilitado. Enganem-se leitores, vocês estão tão sozinhos como eu! Serão tanto de lixo como eu sou se algum dos meus textos provocou em vós qualquer tipo de sentimento ou concordância. Não passamos da escumalha que criticamos, dos odiados que amamos odiar, ou do ténue fio de racionalidade que nos põe a andar. Não passamos de um protótipo do que queremos ser na realidade. Somos zero. E vou eu fazer alguma coisa ( e com certeza que posso fazer, obviamente) para mudar esta situação? Não, eu vou me sentar à espera que um carteiro qualquer me toque à campainha e me peça uma cerveja…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-5856068831960938078?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/5856068831960938078/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=5856068831960938078' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/5856068831960938078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/5856068831960938078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2010/06/confesso.html' title='Já agora'/><author><name>Pedro Durão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02077440126863559416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-9141264619270984605</id><published>2010-06-15T16:59:00.002Z</published><updated>2010-06-15T17:01:20.389Z</updated><title type='text'>A Triunfal vida de Olegário da Silva Soalho</title><content type='html'>Às vezes Olegário da Silva Soalho passeava e deambulava pelo sereno pensamento de não fazer um rabo. Era bom, era giro e até aprazível esse pensamento que o consumia durante cerca de uma catrefada de tempo. A sério, ele até se sentava à mesa da preguiça tendo um belo diálogo mudo, o qual conseguiam enriquecer com nada. Passava por volta de uma eternidade naquilo, e até quase que pensava em movimentar-se. Poder-se-ia pensar que era um sujeito em estado vegetal, mas não, era puro divertimento em não mexer um neurónio que fosse, quanto mais o mais pequeno tecido muscular, abrir a boca só para bocejar.&lt;br /&gt; Até que um dia decidiu, milagre, Olegário decidira alguma coisa. Fez um blogue na interweb, daqueles variadíssimos blogues onde nada se diz das mais diversas formas, e pessoas da mesma presença de espírito que Olegário, quase inexistente, davam o seu parecer acerca de textos absurdos e incongruentes mas aparentemente muito profundos. Daqueles que na verdade nada acrescentam ao intelecto humano mas assim parecem fazer. Esse blogue foi seguido durante um eternidade, cerca de duas semanas, até que o esforço intelectual leva Olegário a um esgotamento, nem intelectual nem muscular, um esgotamento total, e pela primeira vez foi verdadeiramente o vegetal que nascera para ser, o puro exemplo de marasmo. É verdade, tenho que admitir que escrevi este texto sumptuoso só para ter onde aplicar o termo "marasmo" e até mesmo "sumptuoso", só por serem palavras engraçadas e que não se vê por aí à biqueirada. Continuando a narração dos acontecimentos extremamente interessantes, tornara-se um vegetal, com vegetal entenda-se que estava vivo apenas por ter sinais vitais, o resto estava bom para os abutres, talvez fosse aquilo a que banalmente se denomina de morte cerebral. Mas se reparar-mos bem ele nunca esteve muito vivo a nível cerebral, portanto o termo morte cerebral não me parece muito adequado, vegetal está melhor, que vos parece?&lt;br /&gt; As pessoas que seguiam o blogue estranharam a sua ausência e enviavam cartas electrónicas, nas quais faziam questão de mostrar o seu apreço, também gosto muito desta palavra, pelo autor de tão inaceitável coisa colocada na interweb. É o que acontece à maioria dos que acham que escrevem, nunca possuíram grande inteligência, ou algo que o valha, no entanto acham que são profundos e até mesmo artísticos, duas palavras que me irritam genuinamente pela sua banalização. Mas o fim de Olegário foi um misto de profunda alegria e tristeza, os inteligentes livraram-se de mais um reles gorgulho e os ignóbeis assim continuaram, mas mais tristes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto escrito e gentilmente cedido por Carlus Ferraxius, Imperador de Roma&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-9141264619270984605?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/9141264619270984605/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=9141264619270984605' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/9141264619270984605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/9141264619270984605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2010/06/triunfal-vida-de-olegario-da-silva.html' title='A Triunfal vida de Olegário da Silva Soalho'/><author><name>Pedro Durão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02077440126863559416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-7537263538982692901</id><published>2010-05-05T01:16:00.003Z</published><updated>2010-05-05T01:21:08.962Z</updated><title type='text'>Mas que...</title><content type='html'>Ele não serve p’ra nada&lt;br /&gt;É rara a vez em que possui carisma ou algo incessante&lt;br /&gt;O seu eu foi morto há mais do que a sua nascença&lt;br /&gt;E há muito deixou de ser flamejante&lt;br /&gt;Pois que tudo o que quer morre ou mata&lt;br /&gt;E nunca conseguiu o que quis&lt;br /&gt;Vive titubeando em chinelos ou pouca força&lt;br /&gt;E ambos sabemos que nunca foi feliz&lt;br /&gt;Começa a maioria dos seus versos pela letra “E”&lt;br /&gt;Não chega para melhor coisa&lt;br /&gt;Lamenta que os outros lamentem&lt;br /&gt;Mas é ainda o que ele faz melhor&lt;br /&gt;Um cão que nem ladra nem morde&lt;br /&gt;Produto de nada com entulho&lt;br /&gt;Enquanto ouve delicadamente o sibilar de velhos troncos poisados&lt;br /&gt;Nem se apercebe do resto do barulho&lt;br /&gt;Se as pessoas tivessem preço, ele seria de graça&lt;br /&gt;Pois é o ócio que o consome, inércia da almofada&lt;br /&gt;Apela que um dia melhore, e talvez grite para mudar&lt;br /&gt;Mas no fundo sabe que na verdade,&lt;br /&gt;Ele não serve mesmo p’ra nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-7537263538982692901?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/7537263538982692901/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=7537263538982692901' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/7537263538982692901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/7537263538982692901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2010/05/mas-que.html' title='Mas que...'/><author><name>Pedro Durão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02077440126863559416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-1245553771527678667</id><published>2010-03-10T02:25:00.001-01:00</published><updated>2010-03-10T02:27:36.356-01:00</updated><title type='text'>Outra metáfora de merda</title><content type='html'>“Irão as coisas voltar a ser como dantes?” – não me parece, de todo. O facto é que as coisas nunca são como dantes. Houve esta pessoa que conheci, em alguma noite, que trouxe à mente “irão as coisas voltar a ser como dantes?”. Era perfeita, por completo. Eu podia descrevê-la mas, caros leitores, a perfeição não se descreve. Por mais que queiras. Forasteiramente era bela do alto de seu metro e sessenta e pouco, o cabelo a lembrar um fantástico cruzamento entre uma maçaneta doirada e um pequeno puxador em inox, dentes perfeitos brancos de iogurte e com os dois primeiros maiores e mais malandros, os olhos eram de um castanho óbvio e chocante, o nariz com a pontinha a curvar ligeiramente para cima, pequeno, lábios matreiros rosas sem baton, seios impecáveis em tudo o que a impecabilidade pode ser, a pele de veludo e suave como tudo, o toque era tão bom como o cheiro a puxar montanhas de excitação. Tudo isto é escasso e baço mesmo que tentem imaginar ao pormenor, foi tudo melhor, foi perfeito. O momento foi toda uma embriaguez de sensações e estímulos nunca antes experienciados por alguém (e isto sei-o de fonte segura). As cicatrizes, ainda as vejo embora já tenham ido com o tempo. Sinto-as sempre que passo a mão pelo pescoço. E é depois de ter sido estrangulado por ela que pergunto “irão as coisas voltar a ser como dantes?”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-1245553771527678667?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/1245553771527678667/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=1245553771527678667' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/1245553771527678667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/1245553771527678667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2010/03/outra-metafora-de-merda.html' title='Outra metáfora de merda'/><author><name>Pedro Durão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02077440126863559416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-1326625163648817714</id><published>2009-12-09T02:47:00.000-01:00</published><updated>2009-12-09T02:51:01.376-01:00</updated><title type='text'>R2</title><content type='html'>&lt;em&gt;Ele&lt;/em&gt; – Como faz falta… -&lt;em&gt; ao que ela inusitadamente interrompe, bruta&lt;/em&gt; – Quero fogo, quero sangue, quero raiva! – &lt;em&gt;Ele lá continua&lt;/em&gt; – …o fumo seco a cheirar a fumo seco, gente familiar à vista desde os cinco… – Quero luta, quero ter fome até aos pulmões! Gritar até estoirar as cordas, matar ou ser morta! – &lt;em&gt;E ele sem tomar atenção continuava&lt;/em&gt; - …o abraço e o colo, sorrisos e bofetadas e as persianas puxadas todas até cima… – &lt;em&gt;ela rude e em pranto histérico&lt;/em&gt; – Diz o que quiseres à polícia, expulsa-me ou viola-me, corta-me até não sentir. &lt;em&gt;E o vosso pobre e velho narrador que já só escreve para tentar reviver outrora quando gostava de escrever, assiste a toda esta dialéctica, pasmo. E ele&lt;/em&gt; -...dos portões pequenos e coisinhas feitas de pedra, ser grande ao pé dos grandes… - Por favor, dá-me tecto que eu piso-o, espadas que eu esventro-as, dá-mo algo e eu agarro-me! - …como faz falta não perceber e não haver problema, estar bem com o que não se explica…- Dá-me ferro p’ra espancar, quero esticar até partir, pensar p’ra não sentir! – &lt;em&gt;e ele já exausto&lt;/em&gt; - …como faz falta um candeeiro ou uma estante – &lt;em&gt;ela morta de sentir, com os seus olhos a latejarem já nem consegue gritar&lt;/em&gt; – Só quero…deixar de querer – &lt;em&gt;ele olha-a, abraçando-a  murmura&lt;/em&gt; -…como faz falta nada fazer falta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-1326625163648817714?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/1326625163648817714/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=1326625163648817714' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/1326625163648817714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/1326625163648817714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2009/12/r2.html' title='R2'/><author><name>Pedro Durão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02077440126863559416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-1833558836816687904</id><published>2009-11-16T22:24:00.004-01:00</published><updated>2009-11-16T23:04:02.258-01:00</updated><title type='text'>Triste Metáfora Sem Conteúdo Intelectual</title><content type='html'>Está frio como os azulejos. E o frio está sempre a chocar contra ti, bem decidido. Tu pouco mais podes fazer do que pôr a tua deprimência a agasalhar-te, não queres ficar sem condizer com o tempo. E o frio tem tanto frio dele que se agasalha em ti. Quem começou isto fui eu, o tempo depois é que foi atrás. Enfim, não há muito de poético no gelo em forma de ar (que acredito estar violar as leis da física ou da química) a petrificar o pouco do sangue que tinhas guardado do calor para andar este Inverno. Em casa o ar é pior ainda. Só que pelo menos não me molho. A chuva! A chuva é outra, que anda aí para nos dizer o quão sensíveis somos (andamos sempre a escondê-lo). Basta uma pinga para mudar-mos a pressa ou a conversa - olha! caiu-me um pingo - e a mim que me importa se foi a ti que caiu um simples pinguinho, picuinhas (havia de ser a mim que já estava a chorar, mas isso não conto eu) - olha! outro pingo, está a chover! - se não estiveres numa banheira é a conclusão mais provável, corre, corre! De qualquer maneira as conversas sobre o tempo são sempre as mais enfadonhas. Deve haver uma forma de escapar a isto e pelo menos aquecer as mãos por um minuto, um minuto que seja. Só que eles não a dizem. Os que estão a gostar. Esses não apanham o grizo, nem as frieiras que a mim me agarram a rodos. Esses não chegam desertos para chegar outra vez. Chegam quando chegam e vão pra voltar pouco. Os que estão a gostar. Eu hei-de gostar, mas os azulejos até no calor são frios. Mas, nessa altura sabe bem encostar-me a eles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-1833558836816687904?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/1833558836816687904/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=1833558836816687904' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/1833558836816687904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/1833558836816687904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2009/11/triste-metafora-sem-conteudo.html' title='Triste Metáfora Sem Conteúdo Intelectual'/><author><name>Pedro Durão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02077440126863559416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-5223357771172237672</id><published>2009-05-06T19:37:00.008Z</published><updated>2010-04-19T22:24:47.719Z</updated><title type='text'>Não tenho tempo para títulos inúteis</title><content type='html'>Acordo a pensar no projecto. Adormeço com o projecto a pensar em mim. Não me lembro do que sonho, acho que não durmo realmente. Volto a acordar ("mas o que é isto que acabei de fazer?"), faço apenas o essencial para que possa trabalhar: uma lavagem de cara para acordar realmente, comer para ter forças e, enquanto engulo, trabalho. Trabalho trabalho trabalho. All work and no play makes Jack a dull boy. A meio do respiranço, trabalho, e não inspiro completamente porque tenho trabalho em cima da barriga. Empenho! Vou almoçar rapidamente, fast-food e fast-eat, porque trabalho. Não tenho tempo para ti para mim ou para a janela, nem sequer para escrever trabalho, porque trabalho. Não tenho liberdade de expressão, não posso, se pudesse também sorria. Mas também não me zango. Sei exactamente o que vou fazer durante este dia inteiro: vou trabalhar. Vou estar a trabalhar, e a meio vou ter um intervalo para poder fazer umas lidas, uns biscates . Por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gosto&lt;/span&gt;. Desde o meu despertar que nunca páro, estou sempre à pressa, não existo. E quando ninguém está a ver, dou prá veia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-5223357771172237672?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/5223357771172237672/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=5223357771172237672' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/5223357771172237672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/5223357771172237672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2009/05/nao-tenho-tempo-para-titulos-estupidos.html' title='Não tenho tempo para títulos inúteis'/><author><name>nº2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14902572283783490587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_on2XmUZYRZU/SxBQ26FnEWI/AAAAAAAAABU/OUCI74JOYyE/S220/c33_20163443.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-6725007887249549030</id><published>2009-04-21T21:08:00.003Z</published><updated>2009-04-23T19:18:35.343Z</updated><title type='text'>Por: Vargas</title><content type='html'>Sento-me porque sentir de pé dói mais. Sento-me e olho para as paredes que quietas não tem mais nada para me oferecer que não os meus próprios pensamentos. Eu costumo sentir enquanto penso. Corrigindo, costumo sentir-me mal enquanto penso. Seja lá consciente, inconsciente, subconsciente, não sei quê, o facto é que me provoca dor. Levanto-me (escrever não vai adiantar) porque levantado posso esmurrar melhor a mesa de madeira que não se aleija com o meu sofrimento fisicamente exposto a ela neste momento. Calhando sou dos acabrunhados e não arranjo uma saída melhor que o pensar, que é tão seguro e na pior das hipóteses magoa a minha mão (e não a mesa de madeira) que vai ficando vermelha por causa da violência cobarde de bater em objectos inanimados. Talvez eu só pense que me sinto mal. Com sorte eu não sinto nada e é só o cérebro condutor de explosões que me prega estas partidas. A mim, às paredes e à mesa de madeira. Sento-me porque estou exausto. É difícil decidir se é egoísmo ou altruísmo estar apenas e só subordinado aos meus sentimentos pensados que rara a vez conto ao papel. Não prejudico ninguém (exceptuando a minha pessoa), é facto, mas acabo por não beneficiar alguém sequer também. Vou-me considerando um herpes humano que já não está sentado nem em pé, que não luta porque não sabe como se faz, que se lamenta porque é o melhor que consegue. Não sou mártir nem vítima, não sou exemplo ou explicação. Sou fraco, e hoje admito-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto escrito e gentilmente cedido por Vargas do Bangladesh&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-6725007887249549030?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/6725007887249549030/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=6725007887249549030' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/6725007887249549030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/6725007887249549030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2009/04/por-vargas.html' title='Por: Vargas'/><author><name>Pedro Durão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02077440126863559416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-8253224266181491624</id><published>2009-04-16T22:34:00.008Z</published><updated>2011-03-23T20:45:46.410-01:00</updated><title type='text'>Roberto</title><content type='html'>Na sua jaula, ponderava com inúmeros cuidados e repensares: como seria morrer num acidente de avião? Imaginou um pobre coitado no seu último punhado de tempo, desesperadamente consciente de que o que agarra e se lhe escapa é tudo o que mais alguma vez terá. O resto já se lhe escapou antes. As emoções todas retesadas embatem-lhe à velocidade do avião, o suor lugubremente frio escorre-lhe por todo o seu comprimento a medir uma altura de humano... Se quiser correr, nesse momento só pelo corredor e contra a porta da cabine. Fingir ser corajoso, agora que está pobre de tudo? Tudo o que tinha para sacrificar despedaçar-se-ia contra o chão, final, presente e futuro ao mesmo tempo. Sentado, teria que calmamente aceitar o seu dest&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- QUATRO EUROS?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve de interromper o seu capricho intelectual por momentos quando a senhora abriu a sua cela suja e o trocou a outra, ainda mais velha, por uns trocos. Coisas da vida. Revoltado e agarrado pelo cachaço, nem se conseguia concentrar com decência! Contou as pedras da calçada no caminho para ir passando o tempo. Contou noventa e duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oh Matilde onde é que vais com ele? Não o segures assim, que vai tão mal&lt;br /&gt;- Olha vai melhor que eu, vai de boleia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente tinha estado o tempo todo a engasgar-se no balouçar bruto, esforçando-se para respirar como alguém que não sabe nadar e tenta vir acima. Além disso a senhora nem sequer lhe falara durante o percurso (extremamente mal-educada!), não lhe dissera para onde iam nem porquê. Andava já mal, como andam as senhoras velhas para o estilo, uma vez que não podem andar novas. Havia algo nos seus braços fixos que tinha a ver com o não ter companhia há tempo suficiente para criar outro filho e dele receber mais netinhos nojentos. Tinha um óptimo sentido de humor, negro.&lt;br /&gt;Chegaram a uma vivenda, decaída, onde o cadáver de uma mesa de plástico branca e os seus fungos assassinos se arrepiavam com o vento frio que habitava no pátio. Três rapazes, um deles muito pálido, logo o olharam com uma curiosidade que lhe pareceu sinistramente excessiva. Disse um, um pouco sério&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hey, deixa tocar-lhe! É mesmo bonito…&lt;br /&gt;- Não, vou agora matá-lo e vamos comê-lo ao jantar.&lt;br /&gt;- Fkiiiik&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guinchou, abriu os olhos para as outras pessoas, apeteceu-lhe vomitar a surpresa. Matá-lo, comê-lo ao jantar? Guinou a cabeça para todos os lados ao mesmo tempo que corria, sem saber, em direcção ao muro, os olhos nem viam, estava apenas com a ideia na cabeça, pelos vistos estava tudo doido e nada fazia sentido e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agarrem-no!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apanharam-no facilmente, coitado. Era só tremuras. Mexeu o nariz - era o seu tique nervoso. Um dos garotos fez uma apertada argola com os dedos à volta  do seu pescoço...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É mesmo frágil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e realmente bastava um descuido. Os três miúdos olhavam-lhe e tentavam não apenas fingir a pena, mas era impossível. No fundo estavam entretidos com a desgraça alheia, nada de estranho. Ao mesmo tempo que um dizia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oh avó não o mates…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os três rodeavam-no e apreciavam sarcasticamente aquele pêlo ora vivo, ora morto, uma questão de tempo. Algo neles parecia querer germinar enquanto o olhavam, mas não conseguiam entender bem o quê. Encontravam-se perante um defunto adiado, era bem melhor do que um filme: podiam tocar e ver de todos os ângulos (“então é assim…”). E no entanto o fascínio não era físico. Aliás, à medida que aquele tempo desconfortável se arrastava os miúdos achavam cada vez menos piada... ele não parava de lhes olhar. Aqueles olhos pareciam a um os de uma rapariga, a outro lembravam-lhe os seus. Para o terceiro não eram olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou matá-lo com uma cacetada na nuca. Tenho ali um rolo da massa numa gaveta da cozinha, querem ir ver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queres ir ver? Teve tempo de exprimir o seu estado de espírito em forma de caganitas, nas escadas para a cozinha. Não era bem isto que imaginara em miúdo que ele próprio iria ser e era isso que o entristecia a esta hora (entre outras coisas). Parecia-lhe agora tudo tão enjoadamente rápido e real que o resto da sua vida poderia ser considerado um sonhozito aguado. Já estava a ver as gavetas! E não pensou, apenas sentiu durante uns segundos, depois de a velha lhe ter torcido a perna para cima por sadismo e para o poder deixar no balcão sem a preocupação de que ele tivesse um pensamento tão mundano como tentar fugir. Chorou para o chão - lágrimas de animal. Uma frase estúpida como “não me senti feliz”. E pensou finalmente, com o focinho a dar para o mármore frio, que nada pode ser prometido e muito menos tem de fazer algum sentido. Não iria haver nenhuma “paz” a aceitar, presumia, se não a tinha ainda cheirado em vida. Mexeu o nariz outra vez, talvez para ter a certeza. Teve bastante sorte em ter tempo para divagar isso antes de a velha lhe abrir o crânio espectacularmente, um fogo-de-artifício doméstico feito de ossos de coelho, sangue muito belo desenhando linhas e bolinhas pelo seu rosto, pelo branco arrancado interessantemente à mão da pele que lhe pertencia, e lá fora mais um dia e miúdos em baixo com uma ainda ligeira sensação do que é uma vida e de que são apenas coelhinhos em casa de velhas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-8253224266181491624?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/8253224266181491624/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=8253224266181491624' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/8253224266181491624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/8253224266181491624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2009/04/na-sua-jaula-ponderava-com-inumeros.html' title='Roberto'/><author><name>nº2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14902572283783490587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_on2XmUZYRZU/SxBQ26FnEWI/AAAAAAAAABU/OUCI74JOYyE/S220/c33_20163443.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-7581604185167170363</id><published>2009-03-19T19:59:00.004-01:00</published><updated>2009-04-17T15:36:57.707Z</updated><title type='text'>Errado dia</title><content type='html'>Errado dia, a vaca chinesa decide levantar-se da sua posição provando assim a si própria que pesava mais que uma gorda de toneladas. Já nessa equivocada manhã tinha mascado uns quantos montinhos de erva. Já no certo dia anterior tinha mascado uns quantos montinhos de erva, mas sem se mexer. Desde que me lembro da vaca chinesa, sempre a vi de volta da verdinha rejubilando-se ainda sem fazer a digestão. Nesse errado dia a vaca chinesa tinha, finalmente, decidido levantar toda a sua presuntice. Oh! E que bela vaca que era, a minha vaca chinesa emigrante. Provinha das mais abastadas porcas familias de vacas da India. E, de facto, tinha o seu “je ne sais quois” de sagrado, isso ninguém vivo poderá negar. O seu pêlo ( na verdade não sei se era pêlo, eu adoro imaginar, no meu fetichismo, que sim) negro, preto, escuro, claro, branco. Branco, não o branco poético que gostamos de imaginar dos algodões limpos, não. O branco real, o das paredes velhas que julgo ser bem mais excitante. Era linda sem se levantar, toda a sua quietude a mastigar sensações. Nesse dia levantou-se. Os seus olhinhos inocentes dispostos na horizontal(que na minha ignorância chamava de olhinhos chineses) fixaram o horizonte (porque olhos horizontais nunca iriam fixar o vertizonte) e foi aí que realizei em mim mesmo que ela decidira levantar-se para andar. A tenra vaquinha decidira andar. Quase não conseguia aguentar, mas toda a minha força e coragem que existe ou já existiu paira não sei bem onde, talvez no corpo da bovina que decidira mexer quase todas as suas entranhas musculares, para andar. Ela estava nesse momento a dois metros do que costumava estar, e eu quase sem aguentar, sentado a doer-me. Três metros, eu de rastos. Já mal avistava a minha, a doce, a minha doce vaquinha e decidi tentar tomar alguma coisa semelhante à coragem dos cobardes. Levantei-me também eu mas não como a vaquinha, eu costumava levantar-me, se bem que nunca assim. Costumava levantar-me para me ir sentar noutro lado. Desta vez apressei o passo (como se apressa o passo para não cumprimentar os indesejados) e a vaquinha sempre na minha mira voyeurista que já nem podia de raiva (mas da inofensiva). Ela continuava, tranquilamente decidida, e dirigia-se à cidade (que tinha luzes amarelas,verdes,vermelhas,frias e quentes) com as suas patitas, almofadas suaves lindas, já a ganharem andamento de marcha. Mesmo à entrada da cidade (que tinha muitas coisas de metal cinzento a deitar fumo e objectos flutuantes que se deslocavam tão depressa como os tiros) estava pousada uma casa onde ela parou, escolheu uma bonita casa para parar, é verdade. Uma casa com telhado preto (sempre gostei mais delas assim) de duas assoalhadas e com um adorável puxador de ouro cravado na porta principal.Mas ela não olhava para nada disso. Ela fitava a chaminé, uma bela chaminé feita de pedra trabalhada à mão (fica sempre melhor dizer que é à mão não é?) que não deitava fumo nem fogo. Entre toda a sua calma e as minhas aflições a porta acabou por se abrir através da rotação melodiosa do dourado puxador – Não me parece certo! – e eu a olhar para o senhor que rodava puxadores e que se vestia como os da televisão a pensar se ele teria ou não discernimento para saber o que parecia certo – Não, isto não está mesmo certo! – e a minha suave e querida vaquinha com os beiços a estenderem tristes com a pouca hospitalidade do senhor (que tinha bigode, recordo agora) – O que não está certo tem de ser morto! – e eu que perdia sempre a coragem ao ver armas! – Pum! – e a vaca que segundos antes do – Pum! – olhara para mim em choro de despedida embora com alguma desilusão nos seus olhos dada a minha escassa coragem (inexistente, admito agora) – Já acabei com o errado – fechando assim a porta por trás do seu bigode que sorria mais que a boca e á frente das minhas lágrimas (egoístas, é certo) que derramavam pela minha doce vaquinha chinesa que nunca mais se iria levantar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-7581604185167170363?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/7581604185167170363/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=7581604185167170363' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/7581604185167170363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/7581604185167170363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2009/03/errado-dia.html' title='Errado dia'/><author><name>Pedro Durão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02077440126863559416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-7347683333014935967</id><published>2009-01-17T22:45:00.006-01:00</published><updated>2009-02-01T21:19:34.160-01:00</updated><title type='text'>Adeus fase decadente</title><content type='html'>Não falo com ninguém há demasiado tempo. Instintivamente, começo a reparar nos silêncios que me envolvem. O silêncio do vento que duvida de mim, da indiferença da casa quando vagabundeio por ela e pedincho um olhar nos olhos às cómodas e abro portas varandas e armários à procura de pessoas&lt;br /&gt;- Dá uma moedinha?&lt;br /&gt;do teclado que me critica ao som de cada letra escrita em solidão, dos pilares que suportam com cuidado a rede onde repousam os feijões-verdes , para que nenhum repouso me caia em cima enquanto olho o silêncio morto dos arbustos e o colossal horizonte deserto que me tem aversão e se afasta, como se não estivesse já suficientemente longe.&lt;br /&gt;Sem querer misturo o dia com a noite sem haver quem me convença de que é uma futilidade como as cores do céu que os diferencia. Deito-me suprimido às três da tarde e saio confiante para o dia às onze da noite, chamam-me vadio e estouvado mas não ligo. Se vou para o quarto e fecho os estores mudo o tempo do mundo, chego em momentos a uma daquelas horas em que simplesmente acordámos, frente a frente com o silêncio ventoso a intrometer-se para nos examinar&lt;br /&gt;- Uma emboscada&lt;br /&gt;surpreendo-me, foi porque me cheiraram fraco, e penso que quem me diz que o silêncio é a calma não tem o hábito de estar sozinho com a péssima companhia dos seus pensamentos durante muito tempo. O silêncio que conheço é a consciência cada vez mais louca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-7347683333014935967?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/7347683333014935967/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=7347683333014935967' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/7347683333014935967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/7347683333014935967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2009/01/l-vem-o-queixinhas.html' title='Adeus fase decadente'/><author><name>nº2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14902572283783490587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_on2XmUZYRZU/SxBQ26FnEWI/AAAAAAAAABU/OUCI74JOYyE/S220/c33_20163443.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-8630475573421066323</id><published>2009-01-07T16:34:00.000-01:00</published><updated>2009-01-07T16:35:15.050-01:00</updated><title type='text'>Essa dor não existe (Tu isso sabes, não sabes?)   - Nuno Prata</title><content type='html'>Dessa dor só te lembras&lt;br /&gt;nas alturas em que inventas&lt;br /&gt;vãos motivos para sofrer&lt;br /&gt;Essa dor não a trazes&lt;br /&gt;essa dor só a usas quando&lt;br /&gt;queres fingir que não sabes rir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa dor não existe&lt;br /&gt;essa dor nunca sentiste&lt;br /&gt;essa dor não a tens&lt;br /&gt;(tu isso sabes, não sabes?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa dor não te serve&lt;br /&gt;essa dor só a vestes quando&lt;br /&gt;já não tens mais nada a dizer&lt;br /&gt;Essa dor dá-te jeito&lt;br /&gt;essa dor é perfeita para&lt;br /&gt;termos todos pena de ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa dor não é nada&lt;br /&gt;essa dor só acaba&lt;br /&gt;com o que ainda resta de ti&lt;br /&gt;(mas isso sabes, não sabes?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é que dela precisas?&lt;br /&gt;Será mesmo que acreditas que&lt;br /&gt;o que não foi é aquilo que hoje te rói?&lt;br /&gt;Não te maces, não te canses. Não te mates&lt;br /&gt;pois outros homens virão&lt;br /&gt;fazer de ti o que eles são&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa dor não é tua&lt;br /&gt;acho que a achaste na rua&lt;br /&gt;ingrato resto de alguém&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa dor não é nada&lt;br /&gt;essa dor só acaba&lt;br /&gt;com o que ainda resta de ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa dor não existe&lt;br /&gt;essa dor nunca sentiste&lt;br /&gt;por isso sabe-te bem&lt;br /&gt;(isso tu sabes que eu sei)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nuno Prata&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-8630475573421066323?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/8630475573421066323/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=8630475573421066323' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/8630475573421066323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/8630475573421066323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2009/01/essa-dor-no-existe-tu-isso-sabes-no.html' title='Essa dor não existe (Tu isso sabes, não sabes?)   - Nuno Prata'/><author><name>Pedro Durão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02077440126863559416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-1477709556991185672</id><published>2008-12-28T16:46:00.002-01:00</published><updated>2008-12-28T16:58:56.316-01:00</updated><title type='text'>Chatterton</title><content type='html'>Ás vezes sonho estripar alguém. Sonho. Não me aborrece nada o facto de degolar e esventrar seres humanos, pelo menos uma vez. Velho inúteis ou gente importante, sei lá, alguém. O sangue é bonito, é um facto. O sangue é vivo, é por isso. Imagino bem o circuito ao pormenor, eu, de capa preta em espécie de lã e cartola sem animais em uma rua parva de escura qualquer, à espera. Ansioso, a tremer. À espera de uma vítima, tem de ser fácil e fraca, ou só fácil, afinal vai ser a primeira. Humm, não sei se vou tomar coragem para estripar alguém. Nisto acaba sempre por passar o mesmo pálido esqueleto disfarçado de fidalga vestida de penas roxas. É a ideal para a minha primeira vez. Não tomei coragem, mas agarrei no verme e fiz-lhe um suave ( e excitante) corte na goela, silenciando-a. Levei-a para um abrigo fantástico e esquartejáva-a lentamente. Consegui mantê-la viva durante umas boas horas. Pode assistir ao seu próprio esventramento, a sortuda. Dei-lhe umas quantas facadas no ventre anorético que sangrava de contente. Tinha-a bem esmurrado, se não fosse fraco, ou se tivesse tomado coragem. (Eu gostava de ser calmo). Agora podia dizer que via o terror nos olhos da fina aquando do seu esfaqueamento, mas estaria a mentir. O que eu vi foi prazer, satisfação. Adorou ser morta. Pena que não possa repetir. Mas eu, eu cá posso...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto escrito e gentilmente cedido por Farinha Óssea, de Coimbra&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-1477709556991185672?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/1477709556991185672/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=1477709556991185672' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/1477709556991185672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/1477709556991185672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2008/12/chatterton.html' title='Chatterton'/><author><name>Pedro Durão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02077440126863559416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-3042053210686865854</id><published>2008-12-01T21:01:00.003-01:00</published><updated>2008-12-03T21:44:56.997-01:00</updated><title type='text'>Possesso</title><content type='html'>Quando morrer estarei extinto. Uma árvore tombará em chamas, crepitando violentamente contra o final. Como sempre o fez, aliás. Sentirei um brusco e momentâneo estorvo, pouco mais. E agora apetece-me comer morangos, pedaços escarlates de morangos sem açúcar para sentir o ácido na boca e me arrepiar, e vou fazê-lo!&lt;br /&gt;  No corredor fechei os olhos, sentindo a luz a piscar frenética sem agradar. Não foi como eu esperava e isso chateia-me, não me deixam controlar a vida como pretendo e põem-me vírgulas, a mim!, que tenho aversão a parar e a espaços entre os momentos, que quero realizar o que quero até não querer! A raiva indefinida destas paredes está em mim. Se escrevo com ela é porque me mata não o fazer. Dadas as mãos, fingimos ser um, mas odiamos-nos. Com a inspiração vem a raiva, ou vice-versa, ainda não sei. E nesta confusão pergunto-me, que pessoa poderia eu estar a manipular com os olhos e os sorrisos, isso que é tão bom? A esconder-lhe algo, deixá-la na dúvida, para depois inevitavelmente nos confundirmos. A questão irrita-me, como me irrita todo o planear, que é o acto mais alheio à realidade que alguém pode ter. Aparecem-me estes tiros no cérebro de vez em quando, que me impulsionam a mudar, a cortar umas partes e a trair algumas coisas. Eu gosto, é belo e necessário trair-me a mim próprio porque a vontade é tudo o que tenho de verdadeiro e a acção de real. O resto, até as outras pessoas e os outros sentimentos (especialmente os outros sentimentos das outras pessoas), é menor. Sem egoísmo próprio seríamos meramente instrumentos do egoísmo dos outros.&lt;br /&gt;  Quem me dera não desejar, apenas agir. No entanto, no fundo do Homem está o sonho, e eu prometo para me sentir mal até o cumprir. E neste momento vou parar de escrever para deixar de não fazer nada, que já me sinto a derreter de ansiedade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-3042053210686865854?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/3042053210686865854/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=3042053210686865854' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/3042053210686865854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/3042053210686865854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2008/12/quando-morrer-j-estarei-extinto.html' title='Possesso'/><author><name>Drogado, Cuidado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15991618731576938071</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-6708817262153316789</id><published>2008-10-22T20:45:00.008Z</published><updated>2008-11-22T23:34:15.234-01:00</updated><title type='text'>Como combater a solidão</title><content type='html'>Sorri constantemente.&lt;br /&gt;Não faças apenas o que os outros dizem querer, pois eles mentem para te agradar. Faz também o que eles querem e escondem com olhares para o chão. Fá-lo com um sorriso de boneco. Abraça quem te censura, mas porque os adoras. Reprime os sonhos para teres tempo de ser mais outros e menos tu. Aceita o nada...&lt;br /&gt;Sê físico.&lt;br /&gt;Durante um passeio, abana amoreiras, carros e postes de rua para ver se ainda és forte. Logo que o veneno das ideias ataque, responde com um sprint. Exausta-te até não teres respiração criativa. Foge para o vazio...&lt;br /&gt;Não te reconheças.&lt;br /&gt;Faz a tabuada de cabeça até te esqueceres que não és uma calculadora. Ralha-te pelos desejos só teus, as pontas coloridas, mas não te ames pela tua igualdade, ama a igualdade de todos como todos a amam. Esmaga as pontas com a humilhação, mas faz isso sozinho se faz favor, não queremos cenas. Chora por teres um corpo aparte da multidão. Chora!&lt;br /&gt;Mente.&lt;br /&gt;Mente até teres de te afastar para veres que a mentira é maior que a tua vida. Até que dizer a verdade te deixe desconfortável contigo próprio. Até que os sentimentos e as suas chamas se substituam por palavras e gestos falsificados. As tuas pequenas traições entre mente e corpo do passado são agora sinal de que estás bem concentrado. Concentrado no errado.&lt;br /&gt;Se tiver que ser, masturba-te.&lt;br /&gt;Se fores assim tão fraco, e nós duvidamos que não o sejas, toca-te e imagina uma sombra do que te apetecer imaginar enquanto o fazes. Como descobrir esse limite? Assim que comeces a pensar que não está extremamente errado o que estás a fazer, pára e arrepende-te. Depois, convence-te que tiveste um breve delírio por não praticares as ordens sãs que te transmitimos aqui. Troca o orgasmo por uma profunda e imensa auto-repreensão.&lt;br /&gt;Insere-te num grupo desinteressante.&lt;br /&gt;Não te faças demasiado amigo, a quantidade do sentimento também é perigosa. Regula-o sempre até ao que não der nas vistas, ou menos ainda. Ri-te por qualquer coisa não completamente formal e séria que digam, e bate na mesa ao fazê-lo, para confirmares que realmente continuas forte! Diz apenas banalidades descartáveis. Não olhes nos olhos deles (é mais difícil viver assim e olhar nos olhos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final da peça não faças vénias: não és o actor, és a personagem!  Esquece que aprendeste isto e lembra-te apenas: não és, são-te.&lt;br /&gt;Todos te iremos aceitar. Todos nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-6708817262153316789?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/6708817262153316789/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=6708817262153316789' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/6708817262153316789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/6708817262153316789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2008/10/como-combater-solido.html' title='Como combater a solidão'/><author><name>nº2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14902572283783490587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_on2XmUZYRZU/SxBQ26FnEWI/AAAAAAAAABU/OUCI74JOYyE/S220/c33_20163443.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-6612125427258604482</id><published>2008-09-12T17:30:00.002Z</published><updated>2008-09-12T20:59:34.661Z</updated><title type='text'>Esquema</title><content type='html'>- As nuvens deslocam-se a uma velocidade incrível!! - Era o pensamento do dia de quinta feira. Estava à janela a fumar o seu cigarro do jejum, mal acordado. Enquanto olhava para o céu despreocupadamente. Os dedos amarelos do fumo, especialmente o índex, tremiam. Não de frio, não de medo. Já o fazia por obrigação, não lhe dava qualquer prazer ou mudança. Nem chegava a ser um hábito. Era pior. Ele era assim com tudo. Comia, por comer. Não saboreava e mastigava roboticamente, era um mecanismo, como tudo nele. Nada lhe sabia bem, por outro lado, também nada lhe sabia mal. Era uma espécie de vazio. Um vazio repleto. "As nuvens deslocam-se a uma velocidade incrível", era isto o seu quotidiano. Uma observação, uma piada, uma frase, coisas tais que repetia energética e animadamente. Como se fossem únicas, como se fossem suas. Os pequenos segundos em que pensava ou ouvia esta unicidade fascinante faziam dele uma pessoa. Ao invés de uma sombra.&lt;br /&gt;Não se podia dizer que tinha amigos, embora falasse com toda a gente.  Uma vez virou-se para mim e disse uma piada desinteressante que repetia às pessoas nesse dia. Riu-se a bandeiras despregadas. Eu ri-me com ele, por simpatia ou por desprezo. É parecido. Era homem para ter pena dele, se não tivesse mais em que pensar. Pena?! Ele parece sempre mais contente que eu...Anda sempre a dizer algo.&lt;br /&gt;Mais tarde viria a encontrá-lo caído no chão. "Então?", perguntei talvez apenas com vinte por cento de preocupação verdadeira. "Morreram... Todos...Todos eles..." disse ele a sorrir  tristemente. "Morreu quem?! Quem morreu?!" - que stress! "Todos os que mereciam...houve um que se riu". Foi assim que conheci um assassino..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tinha o ar das pessoas felizes mas pouco aparafusadas. Aquele ar de quem não chama a atenção. Aquele ar de parvo. Contou-me que fora escolhido para matar treze pessoas. E que mataria sempre à sexta feira. Sofria muito no dia anterior à chacina. Mas sabia que era o correcto. Ele era regido por padrões implementados pelo jornal ou pela TV. Matava os maus das telenovelas, ou os malditos das revistas. Era assim que ele via o mundo, com as suas nuvens que se deslocavam a uma velocidade incrível. Era boa pessoa e parecia ser culto. Valentes desabafos que ele largou nessa quinta feira. "Eu sei que eles merecem, mas sabes, custa-me sempre matá-los como animais". "Não fui eu que fiz as regras" - lamentava. Soube que ele lamentava apenas porque lhe notei uma pequena lágrima a querer esvair-se do olho. Ele parecia sempre inalterável e era difícil perceber as suas emoções. Parecia frágil e perdido. No entanto falava sempre que alguém lhe falava. Não era o tipo tímido, definitivamente. Era só um pouco estranho. Como as famílias dos nossos amigos.&lt;br /&gt;- Vamos comer um gelado? - perguntei. Saiu-me sem querer, juro!&lt;br /&gt;- Pode ser...Não me costumam convidar para as coisas, agradeço.&lt;br /&gt;A partir do gelado falámos apenas das coisas normais. Das coisas que se falam quando se come gelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte morri. Ele matou-me.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-6612125427258604482?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/6612125427258604482/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=6612125427258604482' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/6612125427258604482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/6612125427258604482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2008/09/esquema.html' title='Esquema'/><author><name>Pedro Durão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02077440126863559416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-3207920188454383337</id><published>2008-08-04T19:00:00.006Z</published><updated>2008-08-11T00:44:24.004Z</updated><title type='text'>Teardrop - Massive Attack</title><content type='html'>O escuro predomina. Não é aquele escuro calmo. É um escuro medonho, aspirador, que parece que nos vai sugar pedaços de sanidade. A ansiedade consome-te, o teu coração, outrora relaxado, bate a velocidades por segundo. Tremes desaustinadamente. Vomitar. Algo não está bem, já deu para ver. Encolhido por causa da úlcera dilacerante e do frio dos 30 graus. É muito mais difícil falar do que pensar. Tremes. O teu raciocínio é um vórtice de horrores, todo e qualquer pensamento é canalizado para um fundo negro e não muito confortável. Vomitar. Os objectos outrora expostos de forma lógica e de bem para o olho nu parecem agora mal encarados e disformes. Tremes. E tu que não consegues fazer mal a ninguém. Tens várias vezes medo de morrer. Vomitar. Não pode ser a falar que a gente se entende, eu não consigo falar! É demasiado fácil pensar. Pensas muito, muito. Tremes. O nervoso mata-te, pior, destrói-te. “ Todo o dia em casa e não sais daí”. Vomitar. O tempo perde o sentido, é inútil. Todos os teus resquícios de alma estão alterados. Estômago, cérebro, coração. Estão todos a trabalhar a uma rapidez irada. Alguém subiu o nível e isto está fora de controlo. Vomitar. Bebes chá. O chá ajuda, mas não é mais forte que tu. Tremes. Estás nervoso. Nervoso ao ponto de roeres carne na vez de unha. Vomitar. As paredes tendem a aproximar-se a cambalear. O tecto, esse, nem é bom olhar. Um besouro gigante diz-te para teres calma. Os besouros sempre foram cabrões. Tremes. Vomitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="300" height="110"&gt;&lt;param name="movie" value="http://media.imeem.com/m/pr18Wei4ZL"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://media.imeem.com/m/pr18Wei4ZL" type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="110" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;a href="http://www.imeem.com/kainogamy/music/6GdnSEN8/massive_attack_teardrop/"&gt;Teardrop - Massive Attack&lt;/a&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-3207920188454383337?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/3207920188454383337/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=3207920188454383337' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/3207920188454383337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/3207920188454383337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2008/08/o-escuro-predomina.html' title='Teardrop - Massive Attack'/><author><name>Pedro Durão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02077440126863559416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-3865679796258891159</id><published>2008-07-04T04:03:00.002Z</published><updated>2008-07-04T04:08:36.316Z</updated><title type='text'>Festas de São Pedro</title><content type='html'>Todos os narizes me cansam. Nascem de bocados de ar na cabeça. Passeio por aí e as testas femininas só me lembram portões baixos: servem apenas para impressionar, qualquer um passa por eles. Os olhos, todos os olhos me cansam. Deviam ser pedras sensuais, distinguem-se dos das bonecas pelo brilho, mas os que vejo pelas festas vêm da calçada que piso. Tu atiras&lt;br /&gt;- Vamos ali aos carrinhos de choque&lt;br /&gt;mas eu quero ir com alguém feito com menos pressa. Um cabelo feito à mão, cada fio com a curva para onde tombava o capricho e não todos a seguir os das outras pessoas. Uma cara que me toque, porque isso adormece-me (olha, um choque sem carrinho). Mais sinceridade nessa aparência toda, e para ti. Um bocado dela faz logo efeito na ponta dos sorrisos. Eu também normalmente em vez de sorrir, olho, em vez de tocar, imagino, em vez de falar, escrevo, até em vez de amar, penso. Assim ninguém sabe nada sobre mim, não tem nenhum lugar doloroso por onde pegar. Um bocado ridículo. “Um dia, depois de não-sei-quê, alguém passa a existir”, penso nesses sítios cheios de barulho e de luzes, mas tenho de a ajudar mais. Pelo menos para não me aborrecer e acabar por mirrar numa dessas estranhas criaturas que habita as festas de São Pedro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-3865679796258891159?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/3865679796258891159/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=3865679796258891159' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/3865679796258891159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/3865679796258891159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2008/07/festas-de-so-pedro.html' title='Festas de São Pedro'/><author><name>Drogado, Cuidado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15991618731576938071</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-584968267257645684</id><published>2008-06-15T16:14:00.002Z</published><updated>2008-06-15T16:17:58.740Z</updated><title type='text'>Jamais O Amanhã</title><content type='html'>O facto de relacionar as acções andantes com as características flutuantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que nos ocorrem inesperadamente e desesperadamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem qualquer papagaio voador, sem sentimento nem pudor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que corrói as paredes do corpo, ficando sublime&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A espera de quem o anime&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o faça levantar por obra de sua mão e de seu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a força amorosa de quem o sente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De quem espera e alcança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O flutuar da mente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indeterminadamente, reaparece o que se jamais sentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto se espera no fundo sem luz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que já não se produz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O facto de gemer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gemer por amor, por dor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ódio ou felicidade, que jamais permite idade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não sentir o calor de alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provocador e devastador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Radiante e penetrante, que rompe o que quer que seja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando o ser respeitante,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fogoso e desejoso,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querendo que jamais comece o amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto escrito e gentilmente cedido por Fabiana&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-584968267257645684?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/584968267257645684/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=584968267257645684' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/584968267257645684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/584968267257645684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2008/06/jamais-o-amanh.html' title='Jamais O Amanhã'/><author><name>Pedro Durão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02077440126863559416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-3906164701356603192</id><published>2008-06-13T15:51:00.004Z</published><updated>2008-06-13T16:04:16.132Z</updated><title type='text'>A Moca Tem Espinhos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;"&gt;Vivendo na rua da amargura&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O Sol não brilha&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;É como se estivesse revestido por uma armadura&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;E única réstia de esperança são os activismos sociais&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Inexistentes, ineficazes, casmurros e estúpidos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;"&gt;A moca dos chefes tem espinhos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Destinados a ferir aqueles como nós&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Cobertos por uma manta de minimalismos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;No fundo não passamos de uns grandes cócós&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;"&gt;Vive-se vivendo, talvez sonhando&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Sem grande esperança de alguma vez mudar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Apenas as suas grandes desilusões comportando&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Sentindo-se em ostentações nadar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Broncos, idiotas, desistentes e derrotados&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;"&gt;A divina providencia hierárquica&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Agressora como as ondas do mar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Provocando ondas de incerteza inequívoca&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Com contentes descontentamentos impossíveis de respeitar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Infelizes, tristes, deprimidos e suicidas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;"&gt;Moca espinhosa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Sugas sonhos e projectos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Metes nojo por ser tão ranhosa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Ostentas poder e malícia nesses olhos pretos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;"&gt;Almas arrasadas e devastadas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Com cordas e cordames amarradas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Lágrimas de penúria engarrafadas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Ejaculações esterilizadas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poema escrito e gentilmente cedido por Carlos Ferraz (o Grande)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-3906164701356603192?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/3906164701356603192/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=3906164701356603192' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/3906164701356603192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/3906164701356603192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2008/06/moca-tem-espinhos.html' title='A Moca Tem Espinhos'/><author><name>Pedro Durão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02077440126863559416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-6625521793898779304</id><published>2008-05-12T22:24:00.003Z</published><updated>2008-05-13T17:34:10.277Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Não tem sentido'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Não tem um sentido'/><title type='text'>UFO</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Restos de ecos sub nutridos embargam na sua mais infinita viagem para o mais perto e fácil dos destinos. De tão desprezíveis que são, esquecem-se de si mesmos á entrada de uma saída de emergência bem engalfinhada num disfarce qualquer. São falsos silogismos baseados em ideias baças, ocas, felizes. São para serem guardados cá dentro, bem fora de nós. Passam do quente, húmido, fedorento ou de bem para o olfacto, do inquieto antro vertiginoso para a mais sossegada cavidade humana. Calma e inócua. Onde não há escapatória. É nessa brusca e transparentemente ofuscante transição que se perdem. Dificultam-se. De poder metamórfico incrível moldam-se tal e qual a nossa imaginação. São cartas sem remetente e muitas vezes de autor desconhecido, que são escritas por plasticina cerebral em fase dormente. Neuroticamente entorpecido, o crânio, onde a raiva grita vivas e todas as interrogações exclamam de inércia.Aí eles sossegam. No limbo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-6625521793898779304?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/6625521793898779304/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=6625521793898779304' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/6625521793898779304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/6625521793898779304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2008/05/ufo.html' title='UFO'/><author><name>Pedro Durão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02077440126863559416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-860485515147783056</id><published>2008-05-06T21:11:00.001Z</published><updated>2008-05-06T21:11:47.439Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.gojogos.com/jogos-online-gratis/893/dragonball-z-tribute-2.html" title="Clique para jogar Dragonball Z Tribute 2" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://www.gojogos.com/games/list/dragonball-tribute-z-2.gif" alt="" /&gt;&lt;br /&gt;Clique para se divertir com este joguinho online!&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-860485515147783056?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/860485515147783056/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=860485515147783056' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/860485515147783056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/860485515147783056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2008/05/clique-para-se-divertir-com-este.html' title=''/><author><name>Pedro Durão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02077440126863559416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-2280494546576732660</id><published>2008-03-12T14:42:00.002-01:00</published><updated>2008-03-12T15:24:45.364-01:00</updated><title type='text'>Momento</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;(…)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;.Parei.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Os meus olhos abertos espelhavam uma imagem que me tocou. Vi um pobre homem manco, com dois ou três trapos vestidos, barbas mal aparadas e uns sacos de plástico na mão direita. O sol estava prestes a desaparecer o que enfatizava aquela "fotografia" que vi.   Este ser, estava parado, parado como quem não sonha. Fitou-me. Desse olhar, não me esqueci. Um olhar que disparava mil e um sentimentos que trepavam sobre mim encurralando-me. Vi nesse olhar uma bomba prestes a explodir e ao mesmo tempo uma paz contagiante. Vi lágrimas prestes a escorrer e uma luz que iluminava aquele momento. Vi um pobre diabo que se esconde atrás da máscara. Vi um grande vazio mal aproveitado. Vi o degredo.&lt;br /&gt;Não vi o medo de morrer nem o gosto de viver. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Não vi sonhos nem esperanças&lt;br /&gt;Vi a dor que nunca senti.&lt;/p&gt;                                                                &lt;br /&gt;                                                                                 .continuei.&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-2280494546576732660?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/2280494546576732660/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=2280494546576732660' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/2280494546576732660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/2280494546576732660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2008/03/momento.html' title='Momento'/><author><name>Nu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09463197789137465978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-1144740852360967469</id><published>2008-03-11T16:26:00.004-01:00</published><updated>2008-03-11T16:39:08.717-01:00</updated><title type='text'>Vieram os 3 e analisaram o palhaço</title><content type='html'>"Seus trajes pouco normais lembram o comum. Nariz vermelho ou arroxeado da cirrose e uma palidez cadavérica. Maquilhagem de prostituta barata em fase decadente, e pés tão grandes que mal se consegue mover. Tão engraçado. Molha-me por completo enquanto guincha, de pronuncia rude e aguda. Na maioria das vezes cai propositadamente, e aleija-se! Continua bastante alegre a molhar-me. Ás vezes insulta gente. Provoca riso. Não tem, de facto, jeito para nada. Talvez seja esse o jeito dele. Ainda assim, não parece. Já ninguém lhe dá atenção, ainda tenta clamá-la com habilidades inúteis e sabotadas."&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-style: italic;"&gt;por "Alguém"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Talvez do menos transparente que já vi. É mesmo falso. Incomoda mesmo é a forma como comunica, tão remanescente á infantilidade...que desejo ou possuo. É talvez com inveja que forço um sorriso. Inveja da maneira verosímil como falsifica uma felicidade. Torna-a indubitavelmente autêntica. É como ele que sonho ser. Pelo menos agora, neste momento. Já fui assim, em tempos...não, eu ainda sou assim. Restos de mim são, disso tenho a certeza. Sou verdadeiro, sou infeliz."&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;   por "Outrém"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É com agrado que observo os seus movimentos. É interessante a maneira como abraça o desconhecido. Claro que nunca o faria! Ainda assim acho louvável. Entretém tão bem o sr. Irracional. E ele que precisa tanto, já não é o que era.&lt;br /&gt;Tudo o que o Pézudo faz parece estar inconsequentemente certo. Talvez pálido, mas correcto. Tão hábil e trapalhão. Que plateia enorme para o ver, eu quero ficar na primeira fila! Até logo.."&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-style: italic;"&gt;por "Uma Pessoa"&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-1144740852360967469?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/1144740852360967469/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=1144740852360967469' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/1144740852360967469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/1144740852360967469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2008/03/vieram-os-3-e-analisaram-o-palhao.html' title='Vieram os 3 e analisaram o palhaço'/><author><name>Pedro Durão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02077440126863559416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-7524032081080351196</id><published>2008-03-04T18:48:00.006-01:00</published><updated>2008-03-04T21:35:29.553-01:00</updated><title type='text'>As palavras</title><content type='html'>Palavras... De nada valem, para nada servem e nada dizem.&lt;br /&gt;Não passam de meros vocábulos, interligados e pronunciados friamente pela maioria das pessoas.&lt;br /&gt;As palavras são comandadas pela cabeça e pelo pensamento. Ninguém fala com o coração.&lt;br /&gt;São cépticas, passageiras e vazias.&lt;br /&gt;Eu falo, tu falas. Todos falamos... Mas ninguém diz o que pensa, o que quer ou o que pode. Estamos calados.&lt;br /&gt;Tu olhas, eu olho. Sei perfeitamente o que estás a dizer, estás em silêncio, neste momento as palavras de nada servem. Observo e interpreto. Sim, não tenho certezas. Mas basta-me.  Afinal, ninguém vive só de coisas concretas.&lt;br /&gt;Falar é bom! O diálogo é importante, sim. Mas o silêncio é perfeito. Tem todas as respostas e tudo o que precisas e procuras.&lt;br /&gt;Não esperes pelo que queres ouvir, pois esse dia nunca chegará. Observa, em silêncio. Escuta-te a ti mesmo. Não fales. Consegues sentir?&lt;br /&gt;O silêncio grita, as palavras calam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Texto escrito pela Telma e está bastante bom, não acham?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-7524032081080351196?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/7524032081080351196/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=7524032081080351196' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/7524032081080351196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/7524032081080351196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2008/03/as-palavras.html' title='As palavras'/><author><name>nº2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14902572283783490587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_on2XmUZYRZU/SxBQ26FnEWI/AAAAAAAAABU/OUCI74JOYyE/S220/c33_20163443.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-6148296136177010046</id><published>2008-03-04T18:47:00.001-01:00</published><updated>2008-03-04T18:48:26.668-01:00</updated><title type='text'>Fica sempre tanto por te dizer (a ninguém em especial)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-family: lucida grande;"&gt; Deve-te parecer tudo porcelana sem nada lá dentro, sem ti, sem flores e sem risos, nem sequer mistérios, apenas umas formas cor de porcelana por pintar que te vão mostrando que o tempo passa.&lt;/span&gt;   &lt;span style="font-family: lucida grande;"&gt; Passa aos tropeções por esses brancos sólidos e até agradeces vagamente, nem sequer moves os olhos da tua mente pasmada num entorpecimento oco, tal é a tua determinação em que fique tudo como sempre te foi. E como podes tomar consciência que podes acordar se no final dos teus sonhos voltas a adormecer? Lês e entendes aqui que és o único que se importa com a tua vida, e assim deixas de estar paralisado nesse equilíbrio de forças ridículas e inócuas que é o narcisismo e a humilhação.&lt;/span&gt;   &lt;span style="font-family: lucida grande;"&gt;É que se ao menos olhasses para o monte de cacos que deixaste para trás, se soubesses o que eles suportaram delicadamente para ti, se desejar não fosse tão inútil e tu realmente o soubesses em vez de apenas o desejares, talvez aí tentar não seria tão difícil nem viver seria tão estranho.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: lucida grande;"&gt;Deixarias de ser uma porcelana sem nada lá dentro, sem ti, sem flores e sem risos, nem sequer mistérios, apenas cobardia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Texto feito há algum tempo mas ainda gosto dele&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-6148296136177010046?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/6148296136177010046/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=6148296136177010046' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/6148296136177010046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/6148296136177010046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2008/03/fica-sempre-tanto-por-te-dizer-ningum.html' title='Fica sempre tanto por te dizer (a ninguém em especial)'/><author><name>nº2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14902572283783490587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_on2XmUZYRZU/SxBQ26FnEWI/AAAAAAAAABU/OUCI74JOYyE/S220/c33_20163443.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-3372019008306318109</id><published>2008-03-04T18:43:00.001-01:00</published><updated>2008-03-04T18:47:16.244-01:00</updated><title type='text'>A minha relação com Deus</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify; font-family: lucida grande;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt; Era uma vez Deus todo-poderoso, benevolente, omnisciente e omnipresente. Foi recordado para a posteridade como um ambiente diferente que apareceu e desapareceu, uma mudança no ar e nos sentimentos das pessoas, na cor e no futuro, que nunca mais voltou, em parte por culpa de nunca ter vindo. Quem me disse isso foi a parte lógica de mim mesmo, ao reparar que se tal existisse não haveria sofrimento. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: lucida grande;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt; Fiquei sozinho então, a história passou a ser sobre mim e não Deus, sugeriram-me uma ilusão e recusei-a, arrogante como os outros. Sozinho observo o silêncio e sozinho com a ajuda da lógica mas sem os misticismos da ilusão tentei descobrir o que havia para descobrir. Descobri-me a mim, imperfeito, limitado, tão diferente de Deus, cego. Não consigo ver, não sei o que há para além de mim e não desenvolvo amores platónicos nem sou homem de preconceitos, sou agnóstico. A minha relação com Deus é condicionada pela verdade, que é quase tão desesperante e sufocante como a ilusão. Resto-me a mim para me governar, com os meus sentimentos e impulsos, inimigos e o acaso, neste mundo normal, nesta história que não acaba depois de Deus e que não sei se acaba depois de mim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: lucida grande;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: lucida grande;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Texto feito numa aula de Português de Décimo Ano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-3372019008306318109?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/3372019008306318109/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=3372019008306318109' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/3372019008306318109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/3372019008306318109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2008/03/minha-relao-com-deus.html' title='A minha relação com Deus'/><author><name>nº2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14902572283783490587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_on2XmUZYRZU/SxBQ26FnEWI/AAAAAAAAABU/OUCI74JOYyE/S220/c33_20163443.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-3944442232252093640</id><published>2008-02-25T22:53:00.008-01:00</published><updated>2008-10-25T17:45:19.277Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falta de criatividade'/><title type='text'>Querido diário</title><content type='html'>Lá fora chove. "Este é o melhor tempo das vossas vidas", lembro-me, descrente, do que dizem da adolescência. O meu despertador acorda-me mais cedo que a qualquer pessoa da casa, mais cedo do que o limiar da violência, e como efeito secundário chateia os meus pais. Efeito "secundário"? Ele sobrecarrega a vida como os outros.  Por acordar esbofeteado, olho irritadamente e sem ar para o vazio à minha frente...  Todo porco, dirijo-me para a casa de banho, colada ao quarto para minimizar o tempo inútil. Desperdiçar tempo é dos meus poucos prazeres hoje em dia, e quase nunca tenho tempo para isso. Todos dependem de mim para irmos trabalhar rapidamente. Em quatro segundos passo do quarto para o corredor e depois para a casa de banho, onde ligo a luz.  Escuro, claro, escuro, claro. Quase com epilepsia, dispo-me e ponho a água a correr para apressar e desperdiçar recursos, como não devíamos, mas não me chateiem com moralidades a esta hora. De pés frios levo com água quente no corpo e, passados uns segundos depois do choque inicial doloroso, chego finalmente ao pequeno prazer da manhã. Preso naquele cubículo, sinto-me como uma pequena chama dentro dum iglu no Pólo Norte. Durante este ganhar de lucidez vou-me lembrando que não gosto nada disto tudo, vou pensando "porra tenho azar", vou acendendo todas as esperanças e rancores que vão durar o resto do dia. É péssimo. De banho tomado à pressa, saio a apanhar frio e a sentir-me acordado, e como estou mais consciente sinto-me mais porco. Pergunto-me como hei-de melhorar esta vida, enquanto a minha mãe vai fazendo o mesmo ritual que eu, um pouco mais à sua maneira. E eles? Devem pensar que não podem fazer quase nada, e quase nada é o que fazem todos os dias... São estes rasgos de esperança rotineiros e sem sentido que nos fazem mais uns idiotas constantes que por aqui vivem. Vestido com um pouco de cuidado para tentar agradar um pouco a alguém, passo pelos objectos entediantes, que desde o primeiro mês de existência que já merecem ter bolor, já deviam ter sofrido neuroses em massa, morrido e renascido. Sei que tenho que ir para a cozinha, onde por alguma lógica masoquista tento satisfazer o sono com uma tigela de cereais. Penso outra vez nos meus problemas, principalmente os amorosos, e como não há nada para pensar ponho-me só a mastiga-los juntamente com os cereais. Oiço no esquentador que a minha mãe está a tomar banho e penso nos meus pais, que têm uma vida igual à minha com a excepção de que já perderam a esperança. Fico sempre cheio de ansiedade quando estou a comer, não sei porquê. Quando escapo ao pequeno almoço vou lavar os dentes, altura em que olho para mim no espelho e apenas ele reflecte. Estou demasiado cansado para mais. A minha mãe já sai, e sobram-me dez belos minutos antes que o meu pai se despache para me levar. Vem-me à cabeça que ela vai tomar a ansiedade primeiro que o meu pai, sem o chegar a ver até à noite. Dez minutos depois ele vai ao mesmo sítio fazer o mesmo. Esforço a preguiça ao responder ao "txau" dela, com medo que fique magoada, mas isso realmente não adianta muito. O tempo passa e quase adormeço antes de ser arrepiado por um enervante "Bora!" do meu pai. Deixo sempre a mala para o fim, de propósito. Ainda não a fiz quando ele apita lá de fora e me põe nervoso. Abro a porta de casa para um horizonte cinzento e matinal à minha frente, que parece esconder um exército aterrador. Olho para o meu pai fechado no carro, parece estar a tentar dizer algo com muita urgência, "Este é o melhor tempo das vossas vidas" lembro-me, e logo depois de abrir a porta do carro entro em pânico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-3944442232252093640?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/3944442232252093640/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=3944442232252093640' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/3944442232252093640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/3944442232252093640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2008/02/querido-dirio.html' title='Querido diário'/><author><name>nº2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14902572283783490587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_on2XmUZYRZU/SxBQ26FnEWI/AAAAAAAAABU/OUCI74JOYyE/S220/c33_20163443.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-9075116511911289677</id><published>2008-01-24T11:46:00.000-01:00</published><updated>2008-01-24T12:01:47.750-01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Desde puto que sonho com a morte. Ainda novo, pensei seriamente como seria no fim de tudo... Como será, de facto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teremos nós direito a um local para vivermos o pós-vida? Se assim for, eu não quero. Fechem-me numa caixa ou assim, e limitem-se a ignorar-me toda a eternidade. A vida já é suficientemente aborrecida... é complicado encontrar finalmente alguém novo que acrescente algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disponho-me a esperar, e penso nisto mais uma vez. A dor de cabeça vai aumentando, triste finalidade de tempo perdido. Não interessa. Ainda falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém dizia que pensar é mau... não imagino os meus dias sem o tapa-buracos aka raciocínio. Terão as pedras uma vida menos frustrante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o verdadeiro caçador de Emos que me considero, palavras melodramáticas são carvão no fogo de raiva. É-vos demasiado fácil lamuriarem-se; a dor fingida que discutem é uma máscara grotesca de um interior vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dêm-me desafios, e não recompensas. Ideias, e não obras. Mas por favor, não me encham com as vossas vidas. Não vos mereço, e vós não me merecem. Não me empurrem! Eu vou sozinho. Acaso encontraram a resposta para a apatia? Busquem-na, mas largem-me. Não preciso de indicações. Sou sozinho, não infeliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-9075116511911289677?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/9075116511911289677/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=9075116511911289677' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/9075116511911289677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/9075116511911289677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2008/01/desde-puto-que-sonho-com-morte.html' title=''/><author><name>JackDaniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03543640943383277082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-1251116747903494925</id><published>2008-01-11T15:20:00.000-01:00</published><updated>2008-01-11T19:42:26.665-01:00</updated><title type='text'>Penso rápido</title><content type='html'>Não penses. Pensar entorpece o impulso. O racional está a destruir-me, aposto que se passa o mesmo contigo. Pensar é a forma permitida de invocar demónios. Pensar é a forma estratégica de esconder sentimentos. Pensar é uma desculpa. O pensamento, esse pensamento, canalizador de diálogos. O que impede que o sangue corra. O que impede a velocidade. Não nos permite evoluir, não nos permite retroceder. Enforca-nos no limbo que pensamos ser a saída ou a conclusão. Mas não passa de um triste e insersível estado de melancolia. Sou feliz a pensar?  És feliz a pensar? Gostas demasiado de ti para deixares de pensar. Não vives sem ti. Não pensas sem ti. Refugias a tristeza de teres a sorte azarada de pensar num vício ou escape. A melhor forma de seres tu. Tu não és o que pensas. Eu, pelo menos, não sou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-1251116747903494925?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/1251116747903494925/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=1251116747903494925' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/1251116747903494925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/1251116747903494925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2008/01/no-penses.html' title='Penso rápido'/><author><name>Pedro Durão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02077440126863559416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-8229705725075215959</id><published>2008-01-11T14:42:00.000-01:00</published><updated>2008-01-11T17:26:43.399-01:00</updated><title type='text'>Procura, Evolui, Volta Atrás</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;È considerado hoje em dia que a época longínqua designada de “Descobrimentos” é uma fase da humanidade já passada. Pois eu considero que não, pura e simplesmente os oceanos são outros, ora vejamos, hoje em dia existe exploração em qualquer temática social, seja ela política, informática, medicina, astronomia, uma quantidade infindável de possibilidades levam o ser humano a querer chegar cada vez mais longe. Mas vejamos bem as coisas, cada descoberta feita abre-nos caminho para milhões de possíveis novas descobertas, e é ao pensar nisto que chego à conclusão de que nada sabemos, tantas questões para as quais gostaríamos de ter respostas certas, dados conclusivos que nos permitissem compreender o universo em que vivemos. È possível então concluir que a máxima do “Só sei que nada sei.” &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;É cada vez mais actual. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;Olhando para trás para as civilizações já perdidas ficamos com a sensação de que se tivessem perdurado até aos dias de hoje o mundo seria um local tão mais perfeito e avançado, por exemplo, os árabes aproximadamente em &lt;st1:metricconverter productid="6000 a" st="on"&gt;6000 a&lt;/st1:metricconverter&gt;.C descobriram o &lt;st1:metricconverter productid="0, a" st="on"&gt;0, a&lt;/st1:metricconverter&gt; descoberta deste número, que hoje em dia parecerá uma coisa minimalista e sem grande importância mudou, sem sombra de dúvida a história da matemática, outro exemplo, os Incas na altura dos “Descobrimentos” já conheciam a circulação sanguínea e tinham uma medicina muito mais avançada que os europeus. Que será que se passa connosco? Porque não conseguimos nós ter a genialidade que os povos de outrora possuíram? È uma questão pessoal para a qual cada um terá que procura a sua própria resposta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(texto escrito e gentilmente cedido por Carlos Ferraz, o Grande)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-8229705725075215959?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/8229705725075215959/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=8229705725075215959' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/8229705725075215959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/8229705725075215959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2008/01/considerado-hoje-em-dia-que-poca.html' title='Procura, Evolui, Volta Atrás'/><author><name>Pedro Durão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02077440126863559416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-7983129792682574414</id><published>2008-01-07T18:38:00.001-01:00</published><updated>2009-04-26T20:35:42.480Z</updated><title type='text'>Verdade</title><content type='html'>Enquanto caminhava pela rua da Igreja vi os doidos com os seus coletes de forças a serem empurrados magicamente até à grande parede branca. Vi os doidos a pensarem ter visto cores, desviei a cara porque os doidos me entristecem. Vejo-os desde sempre, a contagiar loucura enquanto esfregam as suas feridas abertas em corpos diferentes, com alegria, de propósito. Parece-me que são resistentes a todos os observadores, protegidos pela pedra sagrada à prova de falas. Perguntei-me sempre se, logo depois de levar com o peso de cada um dos seus murmúrios, desabaria. Quer dizer, quão desesperado está um ser humano que vai tentar o poder da parede mais próxima? Uma parede imponente, inocente e indiferente... uma normal parede.&lt;br /&gt;E eu não sabia que os doidos rosnam até ter pedido sanidade a um deles. Rosnam, cospem-me,  mentem-se, sorriem, às vezes só tentam ser sãos, entristecem-me. Não é que eu também não seja doido, não é que alguém o seja sem esse direito, mas porque é que esses iguais (para mim são iguais), nos seus rodopios delirantes em que a parede se torna um omnipresente muro branco, não param, não se viram para mim e me pedem ajuda? Com toda a minha arrogância eu ajudo, mas ajudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-7983129792682574414?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/7983129792682574414/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=7983129792682574414' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/7983129792682574414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/7983129792682574414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2008/01/verdade.html' title='Verdade'/><author><name>Drogado, Cuidado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15991618731576938071</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-5889274567095669872</id><published>2007-12-15T01:13:00.000-01:00</published><updated>2008-01-03T22:11:27.455-01:00</updated><title type='text'>Desabafo</title><content type='html'>Subo para o meu escasso vazio, livre para devaneios há muito ocultos. Desço ao meu verdadeiro nível, preso a certos fantasmas. Temo, ao mesmo tempo que venço o medo. O medo confortável e aconchegante. Medo só. Medo bom. Normalmente é de noite que ocorre. É de noite que quase sou eu. É de noite que finjo ser eu. É de noite. Confesso que não me sinto eu desde que nasci. Há sempre partes do meu "eu" que são retiradas do teu "eu". Não há chance. Estou mais racional que ontem. Estou menos racional que ontem. Não interessa. Amanhã o céu vai ser menos azul que nunca. Já nem me ralo com tal. Adorava ser um belo "Imperativo".  Talvez do verbo "fazer". Ou "matar". Algo poderoso ou insensível. Mas não passo do "Pretérito Imperfeito" do verbo "querer" ou "sonhar", no máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Missão não cumprida. Fica para a próxima. Assim espero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-5889274567095669872?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/5889274567095669872/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=5889274567095669872' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/5889274567095669872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/5889274567095669872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2007/12/desabafo.html' title='Desabafo'/><author><name>Pedro Durão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02077440126863559416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-3168232272015024884</id><published>2007-12-11T18:43:00.000-01:00</published><updated>2007-12-13T20:53:09.754-01:00</updated><title type='text'>O Felino (Desespero)</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Mas será que eu tenho idade pra sofrer desta maneira (?), pensou ele. Porra, ainda nem tenho os dentes do siso. Deu um pontapé numa pedra. Uma dor aguda no terceiro dedo do pé juntou-se a todas as outras que o minavam por dentro. Bem feita, para ver se aprendes. Passou por um gato. Era cinzento. Nunca o tinha visto antes mas soube logo que era especial. No entanto, sentiu um intenso desejo de fazer sofrer aquele deplorável animal que caminhava, arrogante, no alto das suas quatros patas miseravelmente magras. O gato sorria-lhe de um modo ridículo, o que intensificou ainda mais a sua aversão àquele felino que insistia em troçar de si. Sem tempo para ponderar, agarrou o gato, que não ofereceu resistência. Inexplicavelmente, continuava a sorrir. Parecia mesmo rir-se às gargalhadas, os olhos verdes brilhavam de... (será possível?) satisfação. Como se tivesse acabado de cumprir um objectivo à muito esperado. Sentiu o ódio a inchar, dentro de si, como um balão para o qual é soprado ar a cada três segundos. Pensou que ía rebentar. Queria esfolar, espancar aquele maldito animal. Queria castigá-lo por tudo o que lhe tinha feito sentir nos últimos quatro minutos da sua vida. Não percebia porquê, mas o gato continuava incólume nos seus braços. Não tinha coragem. Sou mesmo triste, pensou, É UM GATO! APENAS UM GATO! Enquanto pensamentos de fraqueza e solidão lhe atravessavam o espírito, o gato parou de sorrir. No seu olhar pacífico, ele sentiu compaixão. Mas que merda! Então eu tenho que aguentar isto da parte de um estúpido gato? Pensava ele, paralisado. Segundos depois, acalmou. Acariciou-lhe as orelhas e levou-o para casa. Deu-lhe uma tigela de leite e percebeu porque não tinha conseguido ferir o gato. Enervado, matou-o. Uma pequena lágrima caiu do olho verde.  Tarde de mais, impossível voltar atrás. Acabou-se gato&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold; font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-3168232272015024884?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/3168232272015024884/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=3168232272015024884' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/3168232272015024884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/3168232272015024884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2007/12/sem-ttulo.html' title='O Felino (Desespero)'/><author><name>Joana Cerejo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15273020073888624306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-3746073970264315116</id><published>2007-12-07T14:31:00.000-01:00</published><updated>2008-01-03T22:03:47.456-01:00</updated><title type='text'>Livre escravidão opcional</title><content type='html'>Acorda. Na verdade, já estava acordado havia algum tempo. Não dormiu. No entanto, fingia inconscientemente acordar depois de uma bela noite de sono tranquilo. Dirige-se à casa de banho na sua felicidade fúnebre. Adorava dar a ideia que era feliz. Fazia-o bem, de facto. Moroso liga a torneira fazendo-a cuspir jactos de água castanha já habituada aos canos. Contente por controlar um dos quatro elementos, faz com que o líquido ferva. Enevoando assim, o cubículo. Agora sim, pode olhar-se ao espelho. Vê o seu reflexo estropiado, tal como gosta. Parece perfeito. Sorri. Vê o que ele imagina serem os seus dentes aparecerem no sítio que parece ser a sua boca. Disforme, mas óptimo. Sai. Veste-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Já fora de casa depara-se com uma clareza agoniante. Mais uma vez, disfarça alegria. Mas o sol designativo de Verão entorpece-lhe o pensamento. O céu está mais azul que nunca. E ele, ele está a ver perfeitamente. Numa inopina ideia, sente-se tentado a dirigir-se para a zona industrial, onde escombro o ajudaria. Mas para quê? Para tomar consciência que ainda sabia o caminho? Iria ouvir pessoas até lá. Iria ouvir as conversas que detestava e os sons insersíveis. Deixou-se estar. Podia voltar para casa, mas o espelho não iria ficar para sempre embaciado e o poder do sono não o iria derrotar tampouco. Estava na atura  de se resignar. Assim o faria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Acorda. Dormiu que nem uma rocha, sereno, desinquietado, preso a uma nova concepção de liberdade. Espera-o mais um dia sem fumo ou nevoeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-3746073970264315116?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/3746073970264315116/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=3746073970264315116' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/3746073970264315116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/3746073970264315116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2007/12/livre-escravido-opcional.html' title='Livre escravidão opcional'/><author><name>Pedro Durão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02077440126863559416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-5941134901132348730</id><published>2007-11-29T18:54:00.000-01:00</published><updated>2008-01-03T22:01:40.573-01:00</updated><title type='text'>Chhk</title><content type='html'>De muitas cores e feitios, ou mais bonito ou mais feio, ou  maior ou mais pequeno, enfim, infinitas características. Sei de um da espécie que é branco e não muito pequeno, branco cor da paz, mas de bem este inócuo fará pouco. Sim, é inocente esta personagem sobre quem vos falo, é usada, manipulada, emprestada, vendida ou trocada. Para alguns secreto,  para outros artefacto ou instrumento. Quem for visto nas proximidades deste senhor ganhará com isso alguns olhares pouco confiantes e outros vindos de cima. Pois ele para uma criança será apenas mais um, para quem souber do que se trata basta um simples "chhk" e solta-se a chama.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-5941134901132348730?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/5941134901132348730/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=5941134901132348730' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/5941134901132348730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/5941134901132348730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2007/11/chhk.html' title='Chhk'/><author><name>Nu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09463197789137465978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-8448758667581705247</id><published>2007-11-20T13:19:00.000-01:00</published><updated>2008-01-03T21:59:46.133-01:00</updated><title type='text'>É a vida ?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Era escura e enevoada aquela tarde de Inverno. Rui passeava-se por um calejo apertado sem saber bem o que fazer ou pensar. Estava de mal com este tempo emprazador. Precisava do verde, dirigia-se para o parque. Movia-se invectivo e melancólico, não sabendo bem o que o arrastava para o parque à excepção daquela sede de verde. Sentia-se desperdiçado. Atravessava a estrada sem olhar. Podia morrer a qualquer momento. Não se parecia importar. A água caia dos céus ao pouco, menoscabando e remordendo Rui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou ao parque. O verde imaginado pelo seu remanseado inconsciente parecia agora vómito. Por que é que nunca nada era como ele pensava? Saberia ele pensar?&lt;br /&gt;Rui observava um parque deserto e ingracioso. Injectado de raiva largava berros imaginários, inimizado com o mundo. Não tinha reparado na ingremância da senhora sentada no banco. Nem sequer tinha reparado na senhora. Já não reparava. Fez um esforço para reparar.&lt;br /&gt;Fitava a senhora. Era incrivelmente familiar, no entanto, sabia que nunca a tinha visto antes. Ela olhava-o ininterpretavelmente, o que o fazia sentir-se ainda mais desperdiçado. Virou costas. Debatia-se, devia falar-lhe? O seu raciocínio melanizava, não se conseguia concentrar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;A senhora vestia-se de negro. Tinha uma cara chupada e hermética. Metia medo. Seu olhar voraginoso trespassava Rui. Este sentia-o. O ar zaruco que possuía era tudo menos acolhedor. Contorcia-se. Deixava serem libertos sons da sua própria boca. Nauseante. Sons esses que se assemelhavam a"estrangulamentos". Deixavam Rui imóvel. O afeiçoamento nojento que sentia pela senhora era tal que se esquecera do verde.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;/i&gt;Não conseguia mesmo. Sabia que tinha de lhe falar, não sabia porquê. Virou-se de novo para ela. Sua postura incivilizável fizera-o dar dois passos para trás inconscientemente. Estacou. A pensar?&lt;br /&gt;De repente sentiu-a, a doce e incisiva coragem a apoderar-se dele que nem álcool. Avançou. As palavras saíam da sua boca muito mais roucas e trémulas que o habitual:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;- Conheço-te?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;-Sou a tua vida...&lt;br /&gt;E nisto seguiu o seu caminho. À chuva.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-8448758667581705247?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/8448758667581705247/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=8448758667581705247' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/8448758667581705247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/8448758667581705247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2007/11/vida.html' title='É a vida ?'/><author><name>Pedro Durão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02077440126863559416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-6359745817492400726</id><published>2007-11-17T22:57:00.000-01:00</published><updated>2007-11-18T01:17:39.137-01:00</updated><title type='text'>Eu quero morrer de chapéu</title><content type='html'>A senhora com peças douradas a brilharem e pescoço gordo, cabelo pintado de dourado, faz cara de despercebida e inocente, porque é com interesse e secreta satisfação que vê a figura do pedinte de roupas castanho denso, ossos em relevo e com cabelo escuro pegado de óleo, mas está com a filha e o pedinte está a olhar-lhe nos olhos pequeninos, portanto tem de mostrar outra cara, algo mais a ver com preocupação e generosidade, e sai-lhe aquilo no momento, devia ter treinado melhor ao espelho, devia ter pensado nisso. O pedinte pede à senhora, a senhora doa-lhe a cara, o pedinte afinal não é daqueles ideais, os que não perdem tempo com dúvidas de filantropia, e ao voltar a insistir a senhora dá-lhe uma moeda de dois euros e permite-se a si própria tirar-lhe a cara para se pôr mais à vontade, fechar os lábios em superioridade virtuosa e olhar sem complexos para a personagem trágica. Os pedintes do metro são sempre interessantes, como a sucção criada pelo metro a passar a velocidades estonteantes, mas mais raros. "Eu quero morrer de chapéu, quero mesmo, porque aprecio pessoas como a senhora, asseadas e santíssimas, se eu pudesse também comprava crucifixos d'ouro e tomava banho, mas hoje vou comprar um chapéu" diz João ou António ou Manuel, essa parte não interessa para a senhora, que agora pensa na Virgem Maria e dá mais dois euros ao pedinte, e pensa com todo o respeito bonito que está mesmo com pena do, "Como te chamas?", pensando bem importa, "Não importa", a senhora está confusa e não fala mais. Olha à volta para ver como as pessoas a encaram, ela fez tudo como deve ser, ai das pessoas que a censurem, as pessoas parecem achar que está tudo aceitável ou não achar grande coisa, não se querem meter, querem ter mais dois euros, então reconforta-se pelo teste que já passou na mão da filha de oito anos, que observou atentamente a tudo. O metro chega à paragem e todos saem sem se lembrarem uns dos outros, quase todos para o resto da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas horas mais tarde a senhora está de volta à paragem, desta vez a filha a dar a mão à mãe, com medo que mais pedintes apareçam ("O que é aquilo?"), e por acaso o de anteriormente reaparece, e com um chapéu vermelho. "Sempre o arranjou, que engraçado", sorri a senhora. Depois da senhora pensar isto e à medida que o barulho do próximo metro aumenta, ele começa a correr para a linha do metro. Salta mesmo depois do metro aparecer de lado, e  graças à sucção que aparece religiosamente com o metro, o chapéu sai-lhe a flutuar coreograficamente da cabeça para o chão, "Meu Deus, que desgraça, bis!"... A senhora põe a mão na boca, não pelo que viu, mas pelo que viu que pensou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-6359745817492400726?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/6359745817492400726/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=6359745817492400726' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/6359745817492400726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/6359745817492400726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2007/11/eu-quero-morrer-de-chapu.html' title='Eu quero morrer de chapéu'/><author><name>nº2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14902572283783490587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_on2XmUZYRZU/SxBQ26FnEWI/AAAAAAAAABU/OUCI74JOYyE/S220/c33_20163443.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7037469682067330039.post-1615669825113166885</id><published>2007-11-16T22:52:00.000-01:00</published><updated>2008-01-03T21:52:33.923-01:00</updated><title type='text'>Não Sei..</title><content type='html'>Sempre que perguntava, ouvia um insípido e incapacitado : " não sei". Perguntava várias vezes, e surgia  sempre o repetido e maçador "não sei". A inércia com que era cuspido, o encolher de ombros que o acompanhava, a indiferença que o acariciava. Era horrível e detraente. Decidi deixar de perguntar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde ganharia de novo coragem para o fazer...&lt;br /&gt;Perguntei, ao que me foi diferido um pomposo e prepotente :"Sei lá". Vieram-me à mormulha os tempos do "não sei".Tinham acabado! No entanto havia agora uma nova e horrenda maneira de retorquir às questões.A quem quer que perguntasse, a resposta era sempre o mesmo "Sei lá", diabrino e cagão. Decidi deixar de perguntar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fará a vida sentido sem a pergunta?&lt;br /&gt;Não sei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7037469682067330039-1615669825113166885?l=destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/feeds/1615669825113166885/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7037469682067330039&amp;postID=1615669825113166885' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/1615669825113166885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7037469682067330039/posts/default/1615669825113166885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destescomoeuaopequenoalmoco.blogspot.com/2007/11/no-sei.html' title='Não Sei..'/><author><name>Pedro Durão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02077440126863559416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
